O selo protege o instrumento do processo. Em troca, ele adiciona erro de temperatura e tempo de resposta.
O selo diafragma isola o elemento sensor do fluido de processo. Entre os dois fica um fluido de enchimento que transmite a pressão. É a solução padrão para quando o processo não pode encostar no instrumento.
Quando o selo se justifica
- Fluido corrosivo que atacaria o elemento sensor.
- Fluido que cristaliza, polimeriza ou solidifica e entupiria a tomada de impulso.
- Alta temperatura, quando é preciso afastar o instrumento do processo.
- Aplicação sanitária, onde a conexão precisa ser lisa e sem retenção de produto.
- Fluido muito viscoso, que não transmitiria pressão por uma linha de impulso convencional.
O preço que se paga
Erro de temperatura. O fluido de enchimento dilata. Variação na temperatura ambiente ou de processo desloca o zero do instrumento. Quanto maior o diafragma e maior o volume de fluido, maior o efeito — e em capilares longos o efeito é significativo.
Tempo de resposta. O capilar introduz atraso. Em malha de controle rápida, isso pode desestabilizar o loop.
Faixa mínima. Selo com capilar longo tem uma faixa mínima abaixo da qual o erro de temperatura passa a dominar a medição. O fabricante especifica esse limite — respeite-o.
Como reduzir o impacto
Use o maior diâmetro de diafragma que a conexão permitir: quanto mais flexível a membrana, menor a força necessária e menor o erro. Mantenha o capilar o mais curto possível. Em medição de nível com selo duplo, monte os dois capilares com o mesmo comprimento e sujeitos à mesma temperatura, para que os efeitos térmicos se cancelem.




